A silenciosa Síndrome de Burnout causada pelo exorbitante estresse no trabalho

Por: Marketing  |  Data: 18 de dezembro de 2018
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A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, que resultou de um  esgotamento físico e mental intenso, definido pelo psicólogo Herbert J. Freudenberger como “um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional”.  Também é chamada de Síndrome do esgotamento Profissional.

Burnout vem do inglês burn (queima) e out (exterior) representando que o problema que se sente “dentro” foi provocado por algo “fora” (exterior), e nesse caso estamos falando do Trabalho.

É comum as pessoas antes de apresentarem Burnout trabalharem além do esperado, são horas de trabalho acima do combinado e quase todos os dias, sentirem dificuldade para organizar sua vida fora do trabalho ou em alguns momentos se sentem angustiadas com o elevado nível de estresse e cobranças do trabalho, e tem o sentimento de que sua dedicação e esforço não são valorizados pela empresa de forma satisfatória.

 

Seria o desejo de ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho nas tarefas profissionais, outra fase importante da síndrome: o portador de Burnout mede sua autoestima pela capacidade de realização e sucesso. O que tem início com satisfação e prazer pela máxima dedicação termina quando esse desempenho não é reconhecido. Nesse estágio, a necessidade de se afirmar e o desejo de realização se transformam em obstinação e compulsão;  o paciente nesta busca sofre, além de problemas de ordem psicológica, forte desgaste físico, gerando fadiga e exaustão.

 

A Síndrome de Burnout é muito diagnosticada em algumas categorias profissionais bem específicas, o que não impede de ser encontrada em outros profissionais: É mais identificada em profissionais da área da Saúde, Segurança Pública, Setor Bancário, Educação, Cartorários, Tecnologia da Informação, Gerentes de Projetos, Jornalistas, Advogados, Pilotos, Cientistas e Professores.

Sintomas: variam muito de pessoa para pessoa “Uma pessoa apresenta dores estomacais crônicas, outra reage com sinais depressivos; a terceira desenvolve um transtorno de ansiedade de forma explícita”, segundo identificado por Freudenberger – médico que descobriu a doença. Porém, entre os sintomas mais comuns podemos citar: fortes dores de cabeça, tonturas, tremores, muita falta de ar, oscilações de humor (felicidade, satisfação, tristeza, angústia) , distúrbios do sono, dificuldade de concentração e problemas digestivos (fortes dores estomacais, cólicas, distúrbios no funcionamento intestinal). Segundo especialistas da Saúde Mental, em muitos casos pessoas com depressão são diagnosticadas com a síndrome do esgotamento profissional.

 

 ESTÁGIOS DA SÍNDROME DE BURNOUT:

  1. Dedicação intensificada – com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho e a qualquer hora do dia (imediatismo);
  2. Descaso com as necessidades pessoais – comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;
  3. Aversão a conflitos – o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;
  4. Reinterpretação dos valores – isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos. A única medida da autoestima é o Trabalho;
  5. Negação de problemas – nessa fase os outros são completamente desvalorizados, tidos como incapazes ou com desempenho abaixo do seu. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;
  6. Recolhimento e aversão a reuniões (recusa à socialização; evitar o diálogo e dar prioridade aos e-mails, mensagens, recados etc);
  7. Despersonalização (momentos de confusão mental onde a pessoa não sente seu corpo como habitualmente. Pode se sentir flutuando ao ir ao trabalho, tem a percepção de que não controla o que diz ou que fala, não se reconhece). Mudanças evidentes de comportamento como estresse e irritação intensa (dificuldade de aceitar certas brincadeiras com bom senso e bom humor);
  8. Tristeza intensa – marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido. Sente um vazio interior e sensação de que tudo é complicado, difícil e desgastante;
  9. Colapso físico e mental.
  10. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica se tornam uma urgência.

 

COMO PREVENIR:

1- Organizar o tempo de trabalho e outras áreas de vida. Separar um tempo reparador para sua Vida Pessoal e não levar trabalho para casa aos finais de semana.

2- Dar a devida importância a si próprio;

3- Cuidar dos sintomas físicos parecidos com os sintomas da síndrome de burnout com a devida atenção;

4- Cuidar dos sintomas emocionais e buscar melhor ação e resultado;

5- Exercícios de relaxamento ajudam e devem ser feitos para prevenir ou para iniciar uma melhora (hidroginástica, natação, ioga, dança)

6- Praticar Atividade física pelo menos 3 dias por semana, seja um esporte (tênis, futebol, crossfit, dança), academia ou corrida, podem contribuir para um bem-estar físico que refletira no emocional.